sábado, 29 de março de 2014

Amando no Egito fez em 2014 Dez anos Online

http://diabetesedesportes.com.br/2014/wp-content/uploads/2013/05/10anos-300x262.jpg
foto retirada daqui:  diabetesedesportes.com.br



Sim, 10 anos online, eu quis parar o blog, mas as amigas que gostam e o acompanham desde o primeiro blog (2004) pediram para não fazer.

Então, o avó de muitos outros blogs que contam suas historias de amor ou suas aventuras, está ficando velhinho, assim como a dona rs rs rs

Nao tenho tido tempo, mas assim que der, esse mes de Abril, farei algumas postagens sobre eu e o Addi.

Tudo de bom e novo para todos e todas nesse 2014,muitas experiencias, encontros, acontecimentos e realizacoes com qualidade em todos os sentidos.

Parabéns a todas  que sobrevivemos aos egípcios e seus truques!!!!
Parabéns para aquelas, que conseguiram firmar um casamento honesto com algum deles!!!!

Parabéns aquelas que fingem que não caíram numa cilada, que fingem que não perceberam que caíram numa cilada e, continuam fingindo que estão vivendo mil e uma noite com seu príncipe das arábias (infelizmente temos muitas meninas que sentem vergonha de revelar a verdade de suas condições nesses países, ou revelar a verdade do que sentem e vivem com seus maridos).

Parabéns aquelas que deram a volta por cima, mesmo depois que um deles deixou-as abatidas, envergonhadas, com auto estima baixa, com problemas financeiros, com o emocional destroçado.
Parabéns aquelas que deram uma voltinha no Egito, munidas de informação, conheceram um deles, tiveram a intuição ativada para perceber que eles são mestres no que fazem; usar as palavras para falar de amor, enfim, passearam e voltaram pros seus países se valorizando e ciente de merecem tudo de melhor.


 http://diabetesedesportes.com.br/2014/wp-content/uploads/2013/05/10anos-300x262.jpg

Parabéns aquelas que tiveram e tem a coragem de revelar sua real decepção e problemas que vivenciaram ou vivenciam após irem conhecer um deles.
 Parabéns aquela que está sofrendo nesse exato momento, por causa de um deles - sinta-se morrer agora para viver depois, ciente de que merece sim o Amor, mas não esse amor que te carrega para sacrifícios imensos.

Parabéns aquelas que tiveram tanta sorte e conseguiu um bom egípcio, um bom árabe e são felizes até hoje,que continuem assim, com todo o meu sincero desejo, que continuem assim, vivam para esse homem se ele é bom, faço o melhor por vossas famílias.

Parabéns aquelas que conseguiram dizer não a um deles - não viajaram, não enviaram dinheiro, não trocaram a vida delas por uma vida mais insegura do que a que já tinham.
Parabéns aquela que não faz blog incentivando outras a ir para esses países de olhos vendados (iludidas)

Parabéns aquelas que conheceram o "amando no Egito" antes de fazer seus blogues e mencionaram que antes de fazer o delas, conheceram o vovô de todos esses outros blogues.

Parabéns aquelas que nunca conheceram o "Amando no Egito" pois chegaram bem depois, estão dando seus passinhos ainda, estão conhecendo ainda esses homens,seus países/cultura e família, vivenciando essas experiências que soam tão novas, emocionantes e envolventes.
Tudo parece tão romântico e diferente, não é?

Parabéns a todas as minhas leitoras: secretas ou não secretas...
Obrigada pelo carinho
Abraços 
Fri

Série Inglesa Derek - com Ricky Gervais legendada

Assistir Derek 1 Temporada Dublado e Legendado Online 
O Ator Ricky gervais consegue interpretar um autista de maneira explendida. 
E uma série para se divertir com a inocência e inteligência do Derek, para se refletir sobre a vida dos excluídos da sociedade, somente por apresentarem alguma deficiência física.

 http://www.seriesvideobb.com/2013/04/assistir-derek-1-temporada-dublado-e.html

Sinopse:

A história acompanha a vida de Derek Noakes (Gervais), um caçador de autógrafos, amante de animais, apaixonado por programas como Deal or No Deal, Britians’ Got Talent, Million Pound Drop, fã do ator e apresentador Rolf Harris e seguidor de Jesus Cristo. Portador da Síndrome de Down, Derek trabalha em uma casa de repouso que está sob o comando de Dougie (Karl Pilkington, de The Ricky Gervais Show). No elenco também está Kerry Godliman, que interpreta Hannah, uma funcionária da casa e melhor amiga de Derek.

Recomendado por Jetztdiewahrheit - Facebook


  1. O Ator Ricky gervais consegue interpretar um autista de maneira explendida. E uma série para se divertir com a inocência e inteligência do Derek, para se refletir sobre a vida dos excluídos da sociedade, somente por apresentarem alguma deficiência física.

    http://www.seriesvideobb.com/2013/04/assistir-derek-1-temporada-dublado-e.html

domingo, 3 de novembro de 2013

Parte 94° Um amante berbere, um homem arabe para chamar de seu -Fri & Addi - O Barco e o Amor




Protected by Copyscape Duplicate Content Penalty Protection




Protected by Copyscape Duplicate Content Penalty Protection The page s contents of this blog are protected - All rights reserved Todos os direitos reservados, proibido a copia! Do not copy.
Creative Commons License
http://amandonoegitolovinganegyptianii.blogspot.com/ by Fri Krupp is licensed under a Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Vedada a Criação de Obras Derivadas 2.5 Brasil License.




http://slatkica.rentabo.com/rentabo/files/photos/680x440_fit_luxus_2643_0_1370433939_azimut52_16.jpg
fotos desse site:  slatkica.rentabo.com











Marrocos




Enquanto a gente seguia naquele barco suas mãos seguravam a minha, como uma concha as suas duas mãos mantinham a minha mão presa - eu sentia seu calor, um calor que traduzo como amor e proteção, suas atitudes falavam e eu sabia entender.

Queria me fazer sentir segura, por isso mantinha minha mão assim naquele aconchego e calor de suas mãos. Eu disfarçava a minha ansiedade, queria muito saber o que viria naquele dia...porém, eu disfarçava também o que me vinha na cabeça algumas vezes naquela dia - eu queria ficar livre de qualquer coisa desgostosa naquele momento, mas acabei me deixando pegar pelas lembranças da Turquia.

Lembranças que chegavam com poder destruidor da kriptonita- me enfraqueciam... elas cutucavam minha cabeça,  bailavam na minha visão interior, ridicularizavam minhas defesas; as lembranças do que vivi com a megera adolescente  na Turquia, e o acidente que o deixou tão machucado e que quase me levou a loucura.

Por que tudo aquilo começou a bater com forca na minha cabeça, não sei, não conseguia afastar os pensamentos. estava vivendo um dia lindo ao lado dele, estava sendo amada e desejada como sempre desejei, por que não ser feliz apenas?






-Fri, what are you thinking? Are you worried about something?
(- Fri, o que está pensando? Está preocupada com alguma coisa?)

-Oh! I'm fine, it's nothing, do not worry..well, in true it s because the balance of the boat that sometimes makes me sick, but is ok..
(-Oh! estou bem, não é nada, não se preocupe, apenas o balanço do barco sempre me faz mal quando não estou muito bem.)

O balanço do barco ou o balanço dos últimos acontecimentos?  
Claro que era a segunda pergunta! 


-My love, do not worry soon we will reach the Yacht and sail a little, you'll like it.
-Meu amor, não se preocupe logo alcançaremos a lancha e vamos passear um pouco, você vai gostar.

Aproveitando o momento que ele conversava com o homem que nos acompanhava dei uma olhada na direção que ele apontou que iríamos alcançar a lancha e já podia vê-la.
Que lancha! Devia ter uns 7 metros, robusta, desenho futurístico, gostei muito!

Para me distrair comecei a conversar com ele sobre a lancha.

Perguntei quanto custava uma usada e como se devia fazer as coisas se quiséssemos comprar uma - pura curiosidade, eu nao iria comprar, mas fazia perguntas de alguem bastante interessado - será que eu estava maluca? acho que queria apenas me distrair com algo que nao fosse sério.

No final acabei sabendo que para se comprar uma lancha usada devemos ter os mesmos cuidados que temos quando queremos comprar um carro usado.
Muitas coisas me foram passadas, descobri que como no caso dos carros, devemos levar alguém conosco - alguém que tenha conhecimento e que possamos confiar.
 Ex: para verificar a eletricidade .
Estar acompanhado de eletricista ou alguém de sua confiança ajuda na compra, provar a lancha para ver se ela navega como dizem.
Esqueci de perguntar a ele sobre os "Brokers", como eram no Marrocos, mas devem ser iguais como no Brasil e nos outros países. Brokers agem como se fossem um corretor.

Para eu não gastar muito tempo explicando o que é Broker, deixo aqui um link, não li se está bem explicado, mas, mesmo que a Wikipédia seja feito pelas pessoas e sujeita a erros, sempre uma parte é verdadeira ;)
(http://pt.wikipedia.org/wiki/Broker).
Talvez esse outro link seja melhor (http://www.mercado-forex.com/o-que-e-um-broker.html).













Estávamos já aparelhados com a lancha e um outro empregado alegre já acenava e falava com o Addi com uma alegria que ele não fazia questão de disfarçar.
Eu já estava dentro e sai um pouco de perto deles, sabia que iriam agora conversar em beber ou árabe e eu estava curiosa para ver a lancha por dentro.

O Luxo sempre me deixava implicante, mesmo que o Addi não era rico as custas do sofrimento alheio, mesmo que ele usasse a riqueza para ajudar os que precisavam ou mesmo para lutar contra o sistema injusto e cruel, riqueza sempre me queimava o coração e o preenchia com uma certa culpa.
 Por que culpa? afinal nao fui eu que criei todo o mal e injustica nesse mundo.

Nao sei explicar, algo maior dentro de mim resistia a qualquer padrão ou oferta do sistema, mesmo que se apresentassem como os melhores, os mais sofisticados, selecionados, perfeitos - o que fosse.

 Eu não admitia ser rica pois a riqueza para mim sempre declara que em algum lugar alguém ou alguns definhara para que o luxo e o poder para outro alguém possa lhes encher de gozo e prazer, afinal com o luxo e muita riqueza consequentemente se compra tudo, se tem poder - e o poder transforma as pessoas em máquinas, em monstros...ele não era assim, eu sabia, mas me incomodava usufruir de muita riqueza.

Tolices minhas, eu sei...com certeza muitas das minhas amigas, se tivessem estado em meu lugar não teriam hesitado um só minuto para usufruir de tudo possível.
Mas, se ele tivesse percebido que eu teria agido diferente não teria ficado comigo - pois o que agradava nele era exatamente a minha aversão a facilidade do ter tudo atraves do poder ou da riqueza.

Meu jeito de recusar as ofertas do sistema...ofertas que muitos não hesitam em aceitar e, as vezes passam por cima de valores e sentimentos mais nobres, para poder aproveitar tudo que o poder oferece.

Sentei-me um pouco para poder me entender e não começar a ser muito dura comigo mesmo, também tentando me controlar para não agir diferente com ele... afinal ele não tinha culpa de como meus sentimentos oscilavam diante de certas situações.

Continuo esses dias...to cansada..até amanha

Continua....





sábado, 5 de outubro de 2013

Parte 93° Um amante berbere, um homem arabe para chamar de seu -Fri & Addi - "O Barco"





Protected by Copyscape Duplicate Content Penalty Protection



Protected by Copyscape Duplicate Content Penalty Protection The page s contents of this blog are protected - All rights reserved Todos os direitos reservados, proibido a copia! Do not copy.
Creative Commons License
http://amandonoegitolovinganegyptianii.blogspot.com/ by Fri Krupp is licensed under a Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Vedada a Criação de Obras Derivadas 2.5 Brasil License.


Atoll 43 - Dufour (1999)
theglobesailor.com

Hoje vou começar a escrever a postagem 93°...não sei quando vou terminá-la. Mas, vou tentar pelo menos fazer essa postagem 93 esse mês.
 
http://www.theglobesailor.com/doc/charter/boat/2747/photo/meander-40-35058_210x170.jpg
foto retirada do site:  theglobesailor.com


Marrocos - Fri e Addi
                                          O Barco

Ele me estendeu a mão - Fri, give me your hand - ( Fri, me dá sua mão) - claro que eu dei e a segurei com firmeza, apertando seus dedos tao fortemente quanto eu pude.

Mas, devo contar uma coisa a vocês...lembro-me, com clareza de detalhes, de alguns momentos que brincamos de mostrar poder - acho que muitos casais vivenciam sempre esses momentos de libertar suas "partes-crianças", eu e Addi muitas vezes nos vimos tomados por nossas crianças internas, famintas por liberdade - e nessas horas brincávamos muito - livremente dentro de nossa  infância reanimada, encarnada em nossas corpos adultos.

A nossa infância que nunca morre, apenas finge dormir - nós a libertamos sem dar importância se iríamos parecer infantis, dementes, perdidos, loucos ou qualquer outra impressão que outras pessoas pudessem ter sobre nossas atitudes.

Pois, nessas "horas de jardim de infância" ele quase sempre me tentou mostrar a "forca" que eu tinha, minha grande forca e poderosa...a minha fraca forca.

Eu tentava ser a poderosa, como também, muitas vezes tentei derrubá-lo, bater aqui ou ali e ele sempre se esquivava - e se eu apertasse-lhe os dedos, ou desse-lhe uns beliscões -  sempre, sempre mesmo,  tudo que consegui foi vê-lo rindo de minha "forca" - ops... minha fraqueza na verdade.

Pois confesso - não tenho muita forca para apertar, torcer, ou mover as coisas e muito menos as pessoas, até para abrir potes de vidros, quando cozinho, é um sufoco...refrigerante - vixi!
Pior é abrir vinho, levo um ano sofrendo...e não abro! Champagne eu abro depois de padecer e transpirar muito, quando digo muito é muito mesmo.

Portanto, se naquele momento eu apertava seus dedos com toda minha forca, ele sentiu apenas a pressão do meu medo, posso dizer com segurança que minha mais forte forca (apertão, pressão, beliscão) nada que eu fizesse poderia tê-lo machucado - na verdade minha mão ficava vermelha, roxa e doida - saber disso me deixava tranquila e sem medo de continuar a segurar sua mão firmemente.

Aquela mão que sempre esteve estendida e me convidando para sua proteção, carinho, afago.
Mão que sempre me trataram e cuidaram tão amorosamente!!! que saudade!

Estava tentando me equilibrar para andar por aquela areia molhada que era o chão que meus pés pisavam naquele momento - imagine a cena na sua cabeça - consegue?

Posso dizer que era uma base nada firme - e com o meu medo de cair na primeira onda que chegasse, tentava firmar os pés tanto que meu calcanhar já reclamava.
Ué, e por que esse medo?

 Acho que quando estamos com o homem que amamos gostamos até de cair, cair nos braços deles, ou cair e deixar que eles nos acudam e nos segurem. Mas, não estávamos sozinhos, havia o empregado indo com a gente e eu não queria fazer cena ou ceninha para outro homem que não fosse para ele.

E por isso, não queria de jeito nenhum andar desajeitadamente pela areia - mas com a forca da água me puxando comecei a me preocupar e, já conseguia me ver caindo pro lado e se tivesse sorte não chegaria nem a engolir agua, pois ele, hábil do jeito que era, iria com certeza me segurar.

Mas, enquanto eu pudesse tentaria me equilibrar até onde eu pudesse.
Embora eu estivesse extremamente cautelosa,  a minha tentativa de andar elegantemente até alcançar o barco naufragou antes mesmo que eu saísse da parte rasa - pois sorrateiramente, uma ondinha, daquelas bem pequena mas muito invejosa, chegou me dando uma rasteira...sim, claro que se não fosse o Addi me segurando eu teria mesmo ido para baixo, me esparramado pro lado.

A cena se completaria com uma das minhas mãos ainda presa nas mãos dele, engolindo um pouco d´agua - e mais...pensando na outra pessoa que nos olhava e eu nem mesmo intimidade tinha.
E com certeza meu medo pelo mar iria aumentar.

Sim, isso mesmo, medo do mar...eu amo a praia, o mar, mas como tive um acidente na infância, sinto um medo que não sei como parar...sempre tenho sonhos com ondas gigantes tomando o mundo, apenas eu consigo passar porque um muro aparece e uma passagem se abre me oferecendo protecao e caminho...mas as aguas ficam tão gigantes e escuras, que eu não consigo explicar todo o resto do sonho que se repete até hoje.

Rapidamente ele decidiu que não me deixaria mais passar por aquela situação, me tomou nos braços e andando com segurança, naquela areia molenga e com as forcas das ondas invejosas, me levou pra segurança do primeiro barco.
Oh! a cena que eu não queria viver perto daquele outro homem estava acontecendo, eu não conseguia acreditar que tinha que passar por isso...baixinho, quase sussurrando pedi a ele (em inglês) que me colocasse no chão.

_Addi, please darling, put me back on the floor, I want to get going until the boat. 
(Addi, por favor querido, me coloca de volta no chão, eu quero ir andando até o barco ..)

Ele sorriu mostrando aqueles lindos dentes brancos, com ar de quem vai rir me deu uma piscada com seu olho esverdeado (ele tinha olhos de cores diferentes), e disse:
-
 I can not put you to floor Fri. First because I like to carry you ( opened a sweet and wonderful smile to me) and other thing the water is almost covering me and I have more than 2 meters ....Let me take you to boot and you will not wet your clothes.
( Eu não posso colocá-lo de volta no chão Fri. Primeiro porque eu gosto de te carregar (me olhando pelo canto de um dos olhos, sorriu-me,  um sorriso doce e maravilhoso) e outra coisa, a água está quase me cobrindo e eu tenho mais de 2 metros .... Deixe-me levá-la até o barco e você não vai molhar suas roupas)

Não dava para discutir, afinal minha estatura não me ajudaria naquela situação.... e ficar engolindo agua ou nadar com aquelas roupas seria mais deselegante do que deixar ele me carregar e eu fazer ceninha perto de outro homem.

Então fechei meus olhos, me concentrei naquele conforto, estar nos braços daquele homem era um conforto sem palavras, um conforto aconchegante e precioso...na verdade, era uma felicidade que eu não sabia controlar..
E por não saber controlar, ou  talvez porque eu não quis controlar...me entreguei, me deixei languida e totalmente entregue em seus braços - meu peso em seus braços deve ter sido sentido por ele..deve ter percebido que eu aceitei, que simplesmente desfaleci naquela entrega tao fácil de fazer.

Meus olhos fechados, o balanco do seu andar dentro do mar, envolvendo meu corpo numa sensação tão boa que juro, poderia continuar assim, dava um prazer tao simples, mas tao bom, tao bom que nao sei descrever.

Meus olhos olhando o sol, ainda que estavam fechados, eu sentia o calor e a luz do sol sobre eles - aos poucos de tanto olhar pareciam que eu estava a olhar uma bola vermelha e quente...apertava-os bem e eles voltavam a ver a luz branca amarelada do sol...

O frescor do vento marítimo dava um prazer danado na minha pele, eu aspirei aquele ar do mar, aquele ar daquele momento era todo especial...minha alma se soltou...voou, voou...completamente presa nos seus braços minha alma voou.. eu estava tão longe e tão dentro dele...estava dentro porque tava fora, estava fora porque estava dentro...não sabia, mas não importava, aquela sensação não precisava ser entendida, apenas sentida...

Me entregar em seus bracos me fazia ir pra longe do que eu era..do que eu estava sabendo que eu era, ou que eu pensei que eu era...ou o que eu estava SENDO.
Enfim, era como se eu entrasse dentro dele, pertencesse somente a ele...eu estava cada vez mais indo pra dentro daqueles bracos...minha pele entrava na pele dele, meus ossos nos ossos dele, meu sangue no sangue dele...eu era ele!

O ventinho fresco me lambia a pele...meu sentido olfativo exagerado captou o cheiro daquele ar fresco, meu paladar trouxe para dentro da minha boca seu sabor da boca do Addi...
Queria que ele sentisse que eu queria seus beijos...naquele momento ser beijada enquanto ele me levava pra um barquinho logo ali....

O contato da minha pele com sua pele me transportava para uma outra atmosfera...as vezes esse contato era um pouco perigoso, eu deixava de perceber que outras e outros estavam perto da gente.
E naquele momento quase me perdi...

O homem falou algo para ele...foi o momento que quebrou o encanto daquela linda e inesquecível sensação - soltei um suspiro e abri meus olhos...o que vi foram seus olhos que me fitavam...era como se estivessem escaneando meus olhos, minha mente, fazendo a leitura dos meus sentimentos.

Sentimentos que por poucos minutos, pensei que estavam codificados dentro dos meus sentimentos, pensamentos e emoções...
Estavam presos dentro dos meus olhos bem fechados - olhos fechados as vezes parece tela de cinema - a gente os fecha e comecam a aparecer imagens maravilhosas, depende do que queremos ver.

E mesmo que eu estive dentro daquela projetor secreto que eram meus olhos -  do meu teatro ou cinema particular, ele conseguiu acessar - conseguiu decodificar, sabia o que eu sentia - percebi que ele sabia e corei.

Mas, tentei pensar em como agir, nao podia fingir que nao percebi que ele percebeu que eu o desejava, que me sentia deliciosamente bem em seus bracos ou abracos, seus beijos ou toques...seu cheiro ou sabor.
Por isso retribuir o olhar dele com meus olhos sorridentes - com sorrisos nítidos escancarei minha alma, quase como se respondesse sem palavras que Sim, ele estava certo, era isso mesmo...

Fiquei  tão explícita...a claridade do que eu sentia era mesmo exata e lógica, dava o resultado do que ele mesmo iniciou - se eu reagia daquela maneira era porque foi ele que me ofereceu a chance de sentir alguma coisa que desenvolvesse aquele saborosa emocao e reacao.

E depois pensei comigo mesma, não precisava guardar segredo do que ele mesmo fez nascer dentro de mim - todos aqueles sentimentos ou desejos que eu sentia naquele dia ou em outros, foi ele quem me deu a chance de tê-los; com seu carinho, sua atenção, foi com seu charme, sua beleza (que não dava para dizer que ele não tinha e isso me assustava muito) com seu jeito simples de ser, sua juventude (que as vezes eu esquecia, pois ele agia apenas como homem e me levava a agir como mulher - sem chances para lembrar da idade), todo seu ser especial que me deixava simplesmente tão bem...tudo por causa dele.

Eu apertei os lábios enqto o olhava com carinho, meus olhos presos nos deles que fitavam o barco próximo.
Me senti tão cheia de atração, tão envolvida...queria beijá-lo tanto, dizer tantas coisas..queria acariciá-lo e pedir que me ensinasse a ser assim todo os dias.

Chegamos ao barco e ele me avisou que eu deveria me segurar quando ele me colocasse no barco, para que não caísse. O celular dele tocou e ele o atendeu...fazia tantas coisas ao mesmo tempo.
Falava ao telefone, me ajeitava no barco, pegava alguma outra coisa no barco, acenava pro homem que nos acompanhava...cansei de tentar entender aquele monte de ações.

Me sentei quietinha e esperei que ele sossegasse e respirasse calmamente perto de mim.

Mas ele não entrou no barco, beijou os dedos e enviou seus beijos para mim...se afastou um pouco e ficou parado na água conversando...parecia preocupado, aquele telefonema poderia estragar nosso passeio - pensei.

Mas, logo ele parou de conversar e veio para meu lado...decidi não perguntar imediatamente se algo tinha acontecido, fosse o que fosse eu nunca poderia ajudar, ele sempre resolvia tudo, o que eu poderia fazer e estar ao lado dele, deixando-o confortável e calmo...

O barco sacolejava enquanto todos nós nos acomodávamos...senti o homem remando e o barco movendo para outra direção...estávamos indo, para onde eu não sabia...

Continua ......

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Um minuto e meio, Aposta Máxima (runner, runner), Sem Tempo, Séries inglesa: Downton Abbey, Orphan Black


Aposta Máxima (runner runner)


Publicado em 20/06/2013
         
http://www.loucosporfilmes.net/

Não vou colocar nada sobre o filme, pois quero que vocês assistam...e eu tbem

Depois voltarei a comentar...até lá.




http://www.youtube.com/watch?v=IuXYLvui1Hk


Enviado em 16/10/2011
         



Para mais informações sobre este e outros filmes vá a http://bit.ly/qiTSFJ


Filme:Um minuto e meio,  Séries inglesa: Downton Abbey, Orphan Black






   Silvana Silveira
       


Baseado em história de Richard Lupoff, a partir de um curta-metragem de 1990 (''12:01'',
 de Hillary Ripp e Jonathan Heap, indicados ao Oscar), este drama feito
 para TV é do mesmo ano de ''Feitiço do Tempo'' e apresenta situação
semelhante. Um raio cai na casa de um Rapaz, ele leva um choque na
tomada e passa a viver seus dias sempre se repetindo. É quando tenta
evitar o assassinato de uma jovem que trabalha justamente em pesquisas
de desvio do tempo.



Assistir Downton Abbey 3 Temporada Dublado e Legendado



Nesta série eles, como outros em outras séries precisam passar a imagem
que o homosexualismo era já desde aquela epoca visto como normal. Sim,
alguns sim viam, mas a maioria tinha o preconceito q o próprio sistema
criou entre todos da massa, mas imagina eles colocam isso em filmes e
series de epoca como se fosse naturalmente encarado naquela epoca- a
quem eles querem enganar.

Mas, não se espantem, isso vai acontecer em todas as séries, e eu
acharia válido se eles mostrassem o homossexualismo como de verdade é, e
 não essa caricatura que fazem - na maioria das vezes, mostram gays
travesti, ou afeminados espalhafatosos como na série Orphan Black - pq
não mostram aqueles, que são homossexuais, assim como héteros são,, pessoas normais - os que
são discretos, que não querem estar 24 horas mostrando que são gays, se rotulando, mostrando uma característica para poder ser identificado mas
sim que são humanos como todos nós e vivem suas vidas na sociedade sem
perturbar e sem ser perturbados??? Gente, eu não estou defendendo o movimento gay que está por ai...eu estou defendendo gays, cidadãos comuns; como qualquer um de nós, pessoas que desejam ser apenas uma pessoa normal na sociedade com direitos e deveres. Um Ser Humano, como qualquer outro....

Muitas séries estao mostrando muitas coisas, algumas são do submundo e
outras nao, mas nao sao coisas dignas de encorajarem as pessoas a
seguirem ou aceitarem como normais ex: prostituição, esperteza,
malandragem, pedofilia etc...algumas vezes sutilmente, outras vezes
descaradamente

Ligue seu filtro mental sempre que assistir qualquer coisa, sempre há
mensagens e sugestao comportamentais e de outras ordens psíquicas que
podem acabar com seu intelecto.


http://www.seriesvideobb.com/2012/09/assistir-downton-abbey-3-temporada.html



Orphan Black
















Na história, Sarah (Tatiana Maslany), uma órfã que foi criada nas ruas, testemunha o suicídio de uma mulher
 muito parecida com ela. Ela assume a identidade da mulher, uma detetive
 da polícia que atuava no departamento de assuntos internos. Vivendo sua
 vida, Sarah descobre que ela e a falecida são, na verdade, clones que
um assassino profissional está determinado a eliminar.

 http://www.videobbseries.net/series-iniciadas-com-a-letra-o/orphan-black.html


To chegando....

Então amigas...ando sem tempo...sem tempo mesmo, mesmo, mesmo... Mas, sem ser esse final de semana, um desses que vier no mês de Outubro, vou tentar fazer uma postagem, qualquer uma que seja, para não deixar meu blog mofando hehehe Espero que todas estejam bem...maravilhosamente bem! Vou deixar vocês ouvindo as músicas, que fazem parte da minha vida, ou que me lembram alguma coisa importante e outras que me lembram do Addi, até que eu possa fazer umas postagens...cada semana colocarei algumas músicas.... Abraços Fri

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Atualizada Parte 92° Um amante berbere, um homem arabe para chamar de seu -Fri & Addi


 https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjNVixXiX6iNNLzIHBug30wdULpq93WGMO6mX-PVXUuFKxYvVYwAA7vik2ENbtAopX7omhczku5XW21-1p_EJCXLJFbaTe8avZZZuqcE0G8-8OI1-Dn1IXAgbRQV-djinXp422dFrMrafE/s1600/fri-005.jpg

 O Charmoso e sensual Neil Diamon

Queridas amigas, como estão todas vocês, espero que todas indo bem!

Queria pedir a vocês um minuto antes de continuarem a ler meu post.
Assistam esse vídeo com Neil Diamon cantando "Sweet Caroline" - apreciem a música, o charme e a sensualidade desse homem.
Prestem atenção na expressão dos olhos e do corpo...e essa magnifica voz masculina.
Hoje em dia quase não encontramos mais homens que consigam transmitir sensualidade (alias hoje em dia eles confundem sensualidade, erotismo, vulgaridade, obscenidade, libertinagem e promiscuidade; não sabem mais o que é o que).
Para aquelas mulheres que ainda possuem a riqueza e a sorte de ter conhecido esse tempo; em que os cantores realmente cantavam, que homens ainda eram homens e mantinham seus traços masculinos com a beleza e o charme que o sexo e a energia masculina permitia.
Por causa de várias manipulações e deformações: de comportamento, sentimentos e percepções (manipulações que envolvem tudo; genes, alimentação, medicamentos, agua, ar, comportamento, sugestões, etc etc). O Homem está sendo moldado para ser extinguido, mas poucos se dão conta da proporção desse perigo que ronda faminto o gênero masculino da nossa humanidade.
Sintam a emoção que ele canta - percebam a clareza dessa emoção!
Depois comecem a ler na parte debaixo!



Protected by Copyscape Duplicate Content Penalty Protection 
The page s contents of this blog are protected - All rights reserved
Todos os direitos reservados, proibido a copia! Do not copy.

Creative Commons License
http://amandonoegitolovinganegyptianii.blogspot.com/ by Fri Krupp is licensed under a Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Vedada a Criação de Obras Derivadas 2.5 Brasil License.




Hoje eu vou começar a escrever a postagem 92°...
 
 Essa postagem vai exigir muito de mim - por isso vou escreve-la em partes, ou seja cada dia um pouco.
A cada vez que escrevo sobre o Addi meu coração se torna saudoso e choroso.
 Parece que se desfaz em pedaços pequeninos de dor e se incha com as lágrimas de minha enorme emoção. Não me faz mal, apenas exige de mim...eu sempre choro no meio das postagens que me remetem aos dias mais emocionantes que tivemos juntos.

Todos nossos dias foram emocionantes, não teve um só dia igual ao outro.
 Fico tão emocionada quando volto ao tempo, quando trago de volta todas as nossas horas juntos...parece que uma película automática começa a se repetir diante de mim, que minha mente se torna uma tela de tamanho infinito, assim como a gente tem ideia do tamanho do infinito

As vezes parece que vou ter um ataque cardíaco tamanha emoção que me torno nessas horas
Por isso que as vezes eu não consigo escrever muito ou escrever tudo de uma só vez.

A partir dessa postagem vou contar muitos episódios de nossos dias que desviaram a gente de nossa primordial intenção e desejos... vocês vão poder entender o final de tudo.
 Cuidado para não julgá-lo, a decisão que ele tomou depois de nossa separação não foi revanche, não foi  um ato mesquinho de vingança.

Por hoje para aqui, não sei se volto amanha ou depois, mas antes de retornar meu curso vou finalizar essa postagem e mais uma.
Obrigada por vossa atenção!
Fri






"-Fri...vamos embora, vamos viver com o que eu possa ganhar, trabalharei e com suor do rosto dia-a-dia, sol-a-sol proverei nosso sustento, farei o que for preciso para te provar que posso viver com você de qualquer maneira, rico ou pobre, o que me importa e estar contigo..."

Suas palavras ainda continuavam no meu coração... eram tão doces e românticas, me encheram de emoção. Por outro lado havia a minha voz interior me lembrando que um dia, ainda que ele me amasse muito, eu iria perder o brilho da pele, a beleza da juventude que ainda me restava naqueles dias seria completamente substituída por uma velhice faminta e eu não tinha certeza que queria destinar a ele tamanho fardo.

Enrolada naquele lençol com aquele homem eu podia me deixar embalar pelas emoções daquele momento - eterniza-los na minha mente ou ir em frente e aceitar o que quer que fosse acontecer no futuro que não sabíamos como seria.

Ele se abaixou pra podermos nos olhar bem dentro dos olhos - muitas vezes era obrigado a se curvar ou se abaixar devido a diferença de nossas estatura.
Mas fazia com tamanha graça de seu corpo masculino imenso...abaixado e eu em pé sentindo seus braços em torno de meu pequeno corpo.

Nos igualávamos na altura naquele momento inesquecível, mas nos sentimentos não estávamos igualados - ele com toda segurança e eu com toda minha já costumeira insegurança.

Ele pacientemente tentava me dar forcas para me livrar de sentimentos temerosos, que insistiam em não aceitar a coisa mais simples desse mundo - arriscar pelo verdadeiro amor.

Por experiência própria com os outros homens de origem muçulmana e árabe que tive contato antes dele, eu sabia que um homem como ele nunca ficaria com uma mulher como eu - ricos e bonitos podiam ter as mulheres que quisessem, não vão ficar na internet atrás de mulheres comuns.

Eu não me iludia a esse ponto...alias nunca me iludi, mesmo que Tarek e Mohamed não tinham dinheiro como Addi, a minha ilusão com eles foi do amor que eu tinha sede, fome e falta.

E é justamente essa falta nossa de ser amada assim completamente e que dá a esses homens muitas vantagens; eles usam as palavras de amor para nos pegar,  nos oferecem algum tempo com tanta atenção, nos acostumam a pensarmos que encontramos o príncipe encantado - até alcançarem seus objetivos.

Mesmo naquele tempo eu nunca pensei em homens muito ricos como Addi, nunca me iludi a isso, também conheci homens ricos e não era a riqueza de nenhum deles que me fazia deseja-los - portanto o meu medo não era de estar com ele porque ele era rico, mas sim por ele ser o homem que possuía tudo que o os padrões do sistema oferece todas as chances de sucesso com mulheres, negócios, amizades, com a vida em geral... e somando a isso sua idade.

Eu me iludi com esses outros homens antes dele pelo amor verdadeiro que sonhei (como todas nós mulheres sonhamos), e pensei que estava com eles...pois assim me fizeram crer.

E por ter sido tão ferida nos meus sentimentos eu não consegui aceitar o Addi como ele merecia.
Então foi muito difícil no começo para que eu acreditasse no seu amor...por tudo que sofri antes com eles, com Tarek...Mohamed (o tal religioso).

Sacrifiquei Addi e tirei da gente a chance de ter tido bons momentos desde o início - acho que seria mais certo dizer Momentos mais Felizes, pois bons momentos sempre tivemos, eu é que sempre o privei de ter desde o começo a mulher que ele buscou e desejou desde os seus 19 anos.

Naqueles dias que relato agora eu ainda não sabia que ele já me conhecia e planejou ficar comigo, quando ele ainda tinha 19 anos.

Eu temia no começo por mim, temia ser machucada e usada de novo...mas,  passando o tempo com ele fui percebendo que ele não era como os outros; sua beleza e seu dinheiro não o fazia exigir padrões e comportamentos que o sistema ditava como perfeito, ele era dirigido por sua alma linda e brilhante apenas.

Addi não precisava se cercar de belezas e futilidades do poder, do dinheiro para se sentir homem - comprar amor ou a beleza de alguém para exibir não era de seu caráter. 
Fui percebendo devagar tudo isso...a vivencia com ele foi me mostrando que se existisse um homem capaz de ficar com alguém fora dos padrões de beleza e social que conhecemos como "os aceitáveis e ideais" esse homem era ele.

Naquele dia eu tomei seu rosto e minhas mãos e disse:

_ você não desiste mesmo, não é Addi?

(-You don't give up, don't you?)

-Desistir de você Fri é desistir de viver - e quero viver muito ainda, quero viver contigo - só falta você também querer isso meu amor!

(Give up of you're giving up of the life - and I wanna live much further, I want live with you - you just need to want it too my love!)

Tomou minhas mãos e me pediu silencio por uns minutos, deveríamos primeiro olhar para a paisagem magnifica que se formava diante de nós...deixar nossos corações acalmarem-se para podermos falar de nossos sentimentos depois.

Me deixei ficar dentro dele, apertada pelo lençol que tinha que nos proteger do começo de vento que já insinuava trazer o frio noturno mais a frente.

Olhamos aquela paisagem, sentimos o que ela traduzia em emoção, ouvimos o que ela dizia sem palavras.
Nossos corações batiam em ritmo harmônico - ritmo de corações apaixonados, que temem se separar.

Ele me acariciava e isso não me deixou ser engolida novamente pela minha inseguranças de mulher que não conseguia se livrar de algumas maldiçoes dos padrões ditados pelo sistema.

E enquanto eu fitava a paisagem e sentia tudo aquilo com ele...ouvimos Nazira nos chamar.
Ela vinha segurando sua saia longa, pisando na areia fofa que não a deixava ter passos mais rápidos.

Ele me beijou com estalo e sorriu um sorriso tao feliz -depois se virou para falar com ela..
Falaram em árabe, mas percebi que ela trazia o telefone e roupas para ele.

Um pouco de ciúmes me bateu de saber que ela o tinha visto nu...mas não deixei esse pensamento me envenenar pois o comportamento dela para conosco sempre foi muito respeitador, sendo assim não me permitiu dar lugar a dúvidas sobre sua fidelidade e amizade para comigo também.
Ela me cumprimentou alegremente, parecia feliz de nos ver juntos.

Não pude deixar de me indagar: como ela conseguia ser nossa amiga daquele jeito - teve que vencer preconceitos ou sempre teve aquela mente maravilhosamente livre de certos preconceitos que a religião, culturas, divisão de classes e padrões nos dão?

Talvez porque sempre trabalhou para ele e para sua família absorveu o melhor de sua personalidade...na verdade a humildade e simplicidade do Addi contagiava a todos - mesmo os mais preconceituosos e arrogantes não podiam deixar de sucumbir diante de tamanha gentileza, simplicidade e humanidade daquele homem.
Eu tive prova disso - em nenhum momento deixei de sentir aquela generosa e amorosa alma sua.
Ele agradeceu e tomou o telefone de sua mão  - ainda me segurando com um braço em torno do meu corpo se ajeitou para falar ao celular...conversou com alguém em árabe - nao demorou muito a conversa e ele  entregou o celular a Nazira.

Ela me piscou um dos olhos em cumplicidade feminina e se foi com passos molengas pisando a areia fofa...seus cabelos fartos e negros como a noite recebiam as ultimas luzes do sol..

Nazira também era bonita e não parecia aperceber-se disso como eu via outras marroquinas fazendo.
O que ela sabia que eu não captei em sua mensagem - quando me piscou parecia dizer que torcia por alguma coisa que ela sabia ia acontecer?
Teriam eles conversado sobre mim?

Sozinhos de novo ele segurou meu rosto e fitou-me...eu esperei ele falar alguma coisa mas tudo que fez foi fechar os olhos dele por uns segundos - ao abri-los disse-me:

_Vamos passear agora, precisamos ficar a sós, preciso trazer de volta a Fri que sei que existe dentro de você...está magoada e insegura, mas eu sei que ela me ama.

Não tive tempo para fazer perguntas ou dizer um Não...vi que de nós se aproximou uma pessoa.
Era um dos berberes que trabalhava para ele.
Novamente dialogo em árabe ou dialeto bebere...
E Addi me disse:
-Vamos pegar esse pequeno barco com ele e vamos até onde você pode ver um outro barco maior parado no mar, consegue ver?

Sim, eu pude vê-lo...não sou muito apaixonada por barcos - gosto, acho alguns bonitos, mas não me atrai muito.
E ele colocou o short e depois me ofereceu uma jaqueta para me proteger do frio que o alto mar poderia me dar...

E fomos entrando na agua, molhando nossos pés e aquecendo nossos corações excitados que não viam a hora de ficarem a sós e bater um Bum Bum Bum em ritmo compassado.

Essa postagem eu paro aqui...

Continua na postagem 93°...



Blog protected , do not copie

Page copy protected against web site content infringement by Copyscape